Vitalidade corporativa: predizendo o crescimento das empresas

A ideia da Vitalidade Corporativa foi desenvolvida por Reeves, Whitaker, Hansell e Deegan do Boston Consulting Group, BCG Henderson Institute, em parceria com a revista Fortune. A proposta era elaborar um índice que permitisse compreender e quantificar os fatores preditivos do crescimento futuro das empresas de capital aberto. Esse estudo partiu da premissa de que com o envelhecimento da população o crescimento corporativo sustentável está se tornando a cada dia  mais desafiador. Esse índice foi chamado de Future 50.

Mas afinal o que vem a ser Vitalidade Corporativa?

Pode-se explicar a vitalidade corporativa como sendo a capacidade de uma empresa de identificar e explorar novas alternativas de negócios, renovar a estratégia e crescer de forma sustentável.

Para pensar em vitalidade corporativa deve-se deixar em segundo plano métricas tradicionais como crescimento na receita, na participação de mercado e na lucratividade. Esses indicadores contam muito sobre o desempenho passado da empresa mas muito pouco sobre o desempenho futuro. O que é necessário para se alcançar desempenho futuro é diferente do que foi necessário para se alcançar desempenho no passado.

O índice utilizado para mensurar a vitalidade corporativa baseia-se em métodos de aprendizado de máquina para selecionar e calibrar fatores preditivos com base em sua relação empírica com o crescimento de longo prazo. Baseando-se em fontes de dados abrangentes, as métricas são organizadas, segundo os autores, em cinco pilares: potencial de mercado, estratégia, tecnologia e investimento, pessoas e estrutura que podem ser observados na Figura 1.

A metodologia possibilitou identificar e mensurar fatores que muitas vezes são negligenciados. Por exemplo, por meio de uma análise de processamento de linguagem natural dos arquivos e relatórios anuais da SEC, Securities and Exchange Commission  os autores observaram um aumento da vitalidade entre as empresas que adotam uma orientação estratégica de longo prazo, atendem a um amplo propósito na sociedade e adotam uma abordagem que abrange a incerteza e a complexidade dos negócios. Também examinaram a diversidade em todos os níveis da organização e descobriram que diversas forças de trabalho são comprovadamente mais vitais, confirmando as descobertas anteriores. Analisando diversas dimensões do desempenho descobriram que cuidar  bem das questões sociais também é importante para gerar valor sustentável a longo prazo. Uma força de trabalho diversificada tem maior potencial para inovar e reinventar.

Os autores concluem afirmando que para aumentar a vitalidade é importante competir com base na imaginação o que requer desenvolver de forma contínua oportunidades para o crescimento futuro.

Segundo  Reeves, Whitaker, Hansell e Deegan o esforço de revitalização pode começar com medidas simples como evitar estratégias top down, de cima para baixo, não buscar apenas a maximização financeira focando o propósito e atuação em ecossistemas. Uma boa ideia pode ser incorporar no portfólio de KPIs, indicadores de desempenho, o percentual de vendas provenientes de produtos, serviços e ideias novas.

Mudança e incerteza sobreviverão à crise atual. Ao desenvolver a capacidade de inovação e reinvenção, as empresas podem usufruir dos benefícios sustentáveis de uma vitalidade corporativa.

 

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