Os indicadores financeiros mais importantes para a sua empresa

O gestor ou empreendedor nunca deve perder de vista a avaliação dos resultados financeiros de sua empresa. Ainda que os indicadores financeiros contem mais sobre o passado e presente da empresa e muito pouco sobre o seu futuro eles não devem ser negligenciados.

Seja para monitorar o desempenho ou possibilitar que investidores e parceiros possam avaliar a saúde dos negócios, é fundamental que a empresa mantenha o hábito de gerar resultados financeiros de forma periódica. Com os índices desses levantamentos é possível analisar criteriosamente eventuais lacunas na gestão e estratégia da organização, corrigir falhas e elaborar o chamado FCA, fato, causa e ação.

Kaplan e Norton nos ensinaram, com o balanced scorecard (BSC), a reconhecer que os indicadores financeiros, isoladamente, ao contrário do que ainda hoje imaginam alguns profissionais, não são suficientes para uma boa gestão do desempenho, uma vez que só mostram os resultados dos investimentos e das atividades, não contemplando os impulsionadores de rentabilidade no longo prazo.

Uma empresa que implementa o BSC sabe que é fundamental ter bom desempenho em várias dimensões, e não só no aspecto financeiro, para conseguir êxito de longo prazo.

Uma empresa pode funcionar muito bem do ponto de vista financeiro num dado momento mas se a operação tiver problemas, os clientes e colaboradores insatisfeitos esse resultado financeiro não se sustenta.

Na Figura 1 pode-se observar a relação de dez indicadores financeiros que podem fazer parte do seu painel de bordo na perspectiva financeira.

 

A lucratividade é um indicador de eficiência operacional. É obtida através da divisão entre o lucro líquido e a receita total, tendo como resultado um valor percentual. Trata-se da referência mais relevante para se saber se o negócio é rentável ou não.

A rentabilidade é o indicador que revela o poder de ganho ou de retorno do capital que foi investido na empresa. Você saberá se o negócio é atrativo a partir do cálculo do retorno do que investiu (ou pretende investir). É calculada dividindo-se o lucro líquido pelo investimento total.

O endividamento, índice de endividamento ou nível de endividamento da empresa toma por base os dados contidos no Balanço Patrimonial, dividindo-se o total do Passivo (as dívidas com empréstimos, contas a pagar e obrigações com fornecedores, por exemplo) pelo total do Ativo.

A margem operacional mede a eficiência operacional da empresa. É um dos principais indicadores de rentabilidade. Esse indicador possibilita a avaliação da empresa sobre o nível de vendas, ativos e recursos investidos, oferecendo a possibilidade de comparação do desempenho de um negócio entre diferentes períodos de uma série histórica. A margem operacional apresenta a porcentagem de cada real de venda restante após todas as despesas serem deduzidas, menos o imposto de renda. Portanto apresenta percentualmente quanto a empresa ganhou em relação ao que vendeu. É calculado dividindo-se o lucro operacional pela receita líquida.

O EBITDA, Earning Before Interests, Taxes, Depreciation and Amortization, ou seja, Lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização.

A margem de contribuição quanto sobra da receita das vendas depois do desconto dos custos diretos para pagar os custos fixos e, eventualmente ter lucro.

A geração de caixa é o montante disponível, “guardado” ao final do mês. Gerar e economizar caixa pode ser a diferença entre a insolvência e a sobrevivência de um negócio, pois é ele que vai possibilitar o desenvolvimento de um fundo para momentos de crise ou de dificuldade financeira.

A margem líquida expressa à relação entre o lucro líquido da empresa e a sua receita líquida de vendas. Mostra qual o lucro líquido para cada unidade de venda realizada na empresa.

A liquidez corrente mede as condições do negócio de cumprir com as suas obrigações no curto prazo, dentro da data de vencimento. Ou seja, mede a capacidade de pagamento de curto prazo da empresa. O principal deles, o indicador de liquidez corrente, mostra quanto o negócio tem a receber no curto prazo em relação ao que deve pagar nesse mesmo período. É calculado dividindo-se o ativo circulante da empresa pelo passivo circulante.

A cobertura de juros mede a capacidade da empresa de pagar os juros contratuais da sua divida sem comprometer a geração de caixa. Ajuda a definir estratégias quanto ao endividamento e a verificar se os juros estão ou não prejudicando o caixa, e em que proporção.

Claro que dependendo da atividade algum outro indicador financeiro pode ser importante e deve merecer atenção como o faturamento, ticket médio, muito comum no varejo ou os custos fixos e variáveis por exemplo.

Preparado para acompanhar a gestão financeira do empreendimento?

 

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