Analisando cenários com a utilização da matriz SWOT

Uma das etapas mais importantes no desenvolvimento do processo de planejamento estratégico é o diagnóstico dos ambientes externo e interno.

A metodologia mais empregada pelas organizações para esse diagnóstico é a análise SWOT realizada com a utilização da matriz SWOT.

O termo SWOT é o acrônimo para Strengths, Weaknesses, Opportunities and Threats que significa Forças (Pontos Fortes), Fraquezas (Pontos Fracos), Oportunidades e Ameaças. Alguns mencionam a matriz FOFA. A maioria, no entanto, se refere a ela pelas iniciais em inglês.

A análise SWOT, já apresentada no DG 8, é talvez a mais antiga e mais utilizada metodologia para desenvolver diagnóstico dos ambientes externo e  interno.

A matriz SWOT é uma matriz 2 X 2, duas linhas e duas colonas, portanto com quatro quadrantes, que permitem identificar no ambiente externo oportunidades e ameaças e no ambiente interno da empresa forças e fraquezas.

A Figura 1 ilustra o modelo da Matriz.

Ao utilizar a matriz SWOT, temos a análise ambiental divididas em duas grandes etapas:

  • Análise do ambiente externo: oportunidades e ameaças– são fatores externos a organização e, portanto, não podem ser controlados pela empresa. Por estarem fora da governança à forma de lidar com eles é fundamentalmente mapeando e analisando cenários. Conhecendo as principais ameaças do cenário em que se encontra, é possível atuar para minimizar o impacto, riscos e impedir que estas ameaças afetem os resultados da companhia e a sua probabilidade de alcançar resultados superiores.
  • Análise do ambiente interno:forças e fraquezas – são de fatores internos e que, portanto, estão ao alcance da gestão da empresa. Ou seja, uma vez que a empresa conheça quais são suas forças, ela pode atuar para sustenta-las e tornar estes pontos mais fortes. Conhecendo as fraquezas, pode adotar as ações necessárias para corrigi-las ou minimizá-las.

A essa altura é natural que surja o seguinte questionamento: como identificar ameaças e oportunidades?

Uma das alternativas é através de um brainstorming com os participantes do processo de planejamento. Cada um dos envolvidos manifesta, de acordo com suas percepções, o que considera ameaça ou oportunidade para a empresa.

Outra alternativa é a partir de um cenário previamente modelado. É essa abordagem metodológica que iremos explorar em seguida.

Antes de explicar como isso pode ser feito vamos falar um pouco do que vem a ser um cenário

Cenários são os eventos externos que influenciam a gestão das empresas. A modelagem e análise de cenários nada mais são do que a projeção e análise pela empresa sobre algumas variáveis externas, que constituem o cenário de negócios.

Modelar cenários pode ser entendido, de uma maneira bem simples, como identificar tendências e suas descontinuidades.

Os cenários podem ser construídos, modelados, a partir de 7 dimensões: econômica, político-reguladora, sociocultural, demográfica, física, tecnológica e competitiva.

Dentro de cada dimensão é fundamental identificar as variáveis mais relevantes para serem estudadas. No cenário econômico podem ser tratadas política fiscal, taxa de juros e câmbio entre outras. No cenário político-regulador tendências na política partidária, leis, normas e regulamentos. No cenário sociocultural o papel dos sexos na sociedade, comportamento de adolescentes entre outras. No cenário demográfico taxa de natalidade, taxa de mortalidade, proporção dos sexos na população, taxa de crescimento populacional, entre outras. No ambiente físico variáveis climáticas, aquecimento do planeta, elevação do nível dos oceanos. Na dimensão tecnológica os avanços nas ciências, medicina, robótica, comunicação. Finalmente o cenário competitivo aborda perspectivas dentro do setor em estudo: construção civil, energia, petróleo e gás, siderurgia, serviços de saúde, educação, etc.

E de que forma pode-se utilizar a matriz SWOT na análise de cenários?

Primeiramente identificando a probabilidade de ocorrência de cada tendência identificada. Pode-se classificar a probabilidade de ocorrência em três categorias: alta, média ou baixa (A, M, B).

Em seguida pode-se avaliar o impacto dessas tendências nos negócios da empresa. Nesse caso o impacto nos negócios da empresa pode ser classificado em forte ou fraco (F, f).

Por ultimo as tendências já classificadas quanto à probabilidade de ocorrência e impacto nos negócios podem ser enquadradas em ameaças ou oportunidades.

Ficou  claro?

Com relação a alternativas metodológicas para desenvolver o diagnóstico interno abordaremos em outra “DICAS DE GESTÃO”.

Até a próxima semana!

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