Arquitetura organizacional: novos desenhos para as empresas do futuro

Depois da reflexão inicial sobre o que seria uma organização flexível, que realizamos no DG anterior, prometi apresentar algumas reflexões sobre um modelo de como poderia ser organizado o trabalho nas empresas de outras formas que não a abordagem estrutural funcional.

Já há algum tempo diversas empresas vem tentando adotar a arquitetura por projetos e por processos com diferentes graus de êxito. Todavia existem novas e promissoras alternativas

Para tal vou recorrer ao modelo apresentado por Mintzberg no livro Criando organizações eficazes: estruturas em cinco configurações que explica a lógica que orienta a organização do trabalho em muitas empresas.

Mintzberg estabelece o que ele chama de a organização em cinco partes que são comuns a qualquer empresa pela necessidade dessas funções se integrarem para a sustentação do negócio. São unidades de resultados que interagem completando-se mutuamente, pois as “As organizações são estruturadas para apreender e dirigir sistemas de fluxos e determinar os inter-relacionamentos das diferentes partes”.

Esse modelo pode ser observado na Figura 1.

figura1

Fazem parte dele:

  • Cúpula estratégica – responsável por assegurar que a organização cumpra sua missão de modo eficaz e também atenda às necessidades dos que controlam ou que detêm poder sobre ela.
  • Linha intermediária – a cúpula estratégica está conectada ao núcleo operacional pela cadeia de gerentes intermediários que possui autoridade formal. Conecta os gerentes seniores aos supervisores de primeira linha.
  • Núcleo operacional – membros que executam o trabalho básico diretamente relacionado à fabricação dos produtos e a prestação dos serviços
  • Tecnoestrutura – na tecnoestrutura encontram-se os analistas (e seus assessores de apoio) que estão a serviço da organização para afetar o trabalho de outras pessoas.
  • Assessoria de apoio – São unidades especializadas, criadas para dar apoio à organização fora de seu fluxo de trabalho operacional.

Cada grupamento define-se pela similaridade, grau de especialidade e objetividade das funções executadas. A Figura mostra a visão conceitual e dimensional virtual de Mintzberg sobre a estrutura organizacional:

Fica óbvio que a representação gráfica acima não constitui um organograma, porém sugere uma configuração que ele considera mais lógica que as tradicionais que se veem em grande parte das empresas em que as pessoas se agrupam por pertencerem à mesma função: logística, comercial, finanças, gestão de pessoas e marketing por exemplo.

Essa lógica apresentada pelo autor é uma premissa interessante que pode subsidiar novos modelos e tornar as organizações mais ágeis, flexíveis e, portanto, mais competitivas.

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