Que ferramentas usar no desenvolvimento da estratégia? (parte 1)

Ao desenvolver um processo de formulação de estratégias uma dúvida que surge invariavelmente é que ferramentas podem ser utilizadas para definir uma estratégia que assegure resultados. Nos livros e nas pastas dos consultores encontram-se um punhado delas. Qual é a mais adequada? Para que servem? Como utilizá-las?

Hoje vou tratar de algumas das mais utilizadas: análise SWOT, mapa estratégico e a matriz de apostas estratégicas.

A Análise SWOT é talvez a mais antiga e mais utilizada ferramenta de estratégia útil para fazer diagnóstico dos ambientes interno e externo. É desenvolvida com o uso da matriz SWOT que é uma matriz 2 X 2, portanto com quatro quadrantes, que permitem identificar no ambiente interno da empresa forças e fraquezas e no ambiente externo oportunidades e ameaças.dg8-1

Mas afinal o que seria uma força ou fraqueza, uma oportunidade ou ameaça?

Força ou ponto forte é uma característica da empresa que a coloca em posição estrategicamente favorável para obter um desempenho superior, relativamente aos fatores-críticos de sucesso. Por exemplo o domínio de uma determinada tecnologia ou a qualificação dos colaboradores. Fraqueza ou ponto fraco é uma característica da empresa que a coloca em posição estrategicamente desfavorável para um desempenho superior, em relação aos fatores-críticos de sucesso. Por exemplo não estar presente em uma região com potencial de vendas. Já oportunidade é uma situação favorável do ambiente externo, que a empresa pode aproveitar para melhorar seu desempenho, em relação aos fatores-críticos de sucesso. Por exemplo, para uma empresa que atua no segmento de pessoas mais maduras o aumento da expectativa de vida é naturalmente uma oportunidade. Por ultimo ameaça é uma situação desfavorável do ambiente externo, que pode comprometer  o desempenho da empresa, em relação aos fatores-críticos de sucesso. Por exemplo para uma empresa voltada para o segmento infantil a redução nas taxas de natalidade representa uma ameaça.

O Mapa Estratégico foi desenvolvido por Kaplan e Norton na década de 90 e nos auxilia a evidenciar como uma empresa pode gerar valor ao conectar os objetivos estratégicos por intermédio de relações de causa e efeito, após desdobrar a visão de futuro da empresa em objetivos estratégicos nas quatro perspectivas do Balanced Scorecard: financeira, clientes e mercado, processos internos e aprendizado e crescimento. Em outras palavras ela “obriga” a empresa a ter objetivos ligados ao desempenho financeiro, satisfação do cliente, processos internos e aprendizado e crescimento.

Depois de utilizar o BSC comecei a sentir falta de outras dimensões. Encorajado pelos autores, que admitem essa possibilidade nos seus artigos, comecei a recomendar a utilização das perspectivas responsabilidade sócio-ambiental e colaboradores.

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Responsabilidade sócio-ambiental pela demanda crescente da sociedade por empresas que se preocupem com o bem estar da sociedade e o meio ambiente. Colaboradores após constatar que os empregados, ao menos nas empresas brasileiras, não se sentiam representados pela perspectiva Aprendizado e Crescimento. Além disso, tomei a liberdade de agregar tecnologia a perspectiva processos internos. Chamo-a, portanto de Perspectiva de Processos internos e tecnologia.

Com isso o mapa estratégico passa a agregar além dos objetivos tradicionais de desempenho financeiro, cliente, aprendizado e gestão de processos outros ligados ao meio ambiente, à sociedade, aos colaboradores e ao desenvolvimento tecnológico.

A Matriz de Apostas Estratégicas, recentemente coloquei uma questão sobre ela numa prova, fornece subsídios para se categorizar os projetos de crescimento, considerando a relação dos projetos, com risco dos negócios existentes e o risco do setor de atuação.

Trata-se de uma matriz 2 X 2. No eixo x colocam-se os pontos em comum do modelo de negócios e no eixo y a posição da empresa no setor/cadeia produtiva. Temos, portanto, em cada um dos quadrantes uma alternativa estratégica: transformação do core business, criação de novos negócios, maximização de valor no core ou extensão da adjacência.

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Daremos continuidade a esse assunto no nosso próximo Dicas de Gestão, ainda essa semana. Fique ligado!

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