Ideologia central: visão, valores e propósito

A abordagem da ideologia central, core ideology, foi desenvolvida por Collins e Porras na década de 90.

Para Collins e Porras, a ideologia central é essencial para a definição da visão. O uso do símbolo yin/yang, ilustrado na Figura 1, evidencia isso. Segundo os autores a ideologia central define o caráter atemporal de uma empresa. É a liga que mantém a empresa unida, mesmo quando todo o resto está em jogo. Uma identidade consistente que transcende os ciclos de vida dos produtos ou dos mercado, avanços tecnológicos, novidades da gestão e até mesmo os líderes.

A ideologia central, importante na definição da visão, desdobra-se em valores centrais e um um propósito central. Os valores são um conjunto de crenças, princípios ou princípios orientadores absolutamente inegociáveis ​​dentro de uma organização. Quando você contempla seus valores pessoais, geralmente percebe o que é realmente importante para você – as características sem as quais você não conseguiria viver. Para Collins e Porras, os valores centrais da organização são os mesmos – são naturais quanto o ato de respirar.

De muitas maneiras, o objetivo/propósito principal é semelhante aos valores fundamentais: é natural e fundamental para uma organização, é profundamente mantido e imutável, não precisa ser único e deve ser identificado e não desenvolvido. Para Collins e Porras, toda organização tem um propósito central, mesmo que ainda não tenha sido enunciado. O objetivo pode ser percebido como sendo a alma da empresa – a “razão mais fundamental para ser da organização”.

Não confunda o objetivo/propósito central com linhas de produtos, serviços ou clientes, o objetivo motiva e inspira. Um verdadeiro objetivo central agarra “a” alma “de cada colaborador da organização” e reflete suas “motivações e ideais para realizar o trabalho”.

Para identificar o propósito/objetivo central, Collins e Porras recomendam fazer as seguintes perguntas:

– Como podemos enquadrar o propósito da organização para que, se você acordasse amanhã de manhã rico o suficiente, continuasse trabalhando nela?

– Ao dizer a seus filhos e/ou outros entes queridos o que você faz da vida, você se sentiria orgulhoso em descrever seu trabalho em termos desse objetivo?

Collins e Porras acreditam que “sem visão, as organizações não têm chance de criar seu futuro, elas só podem reagir a ele.” Por outro lado, quando a visão se torna uma parte explícita do DNA de uma organização, elas entendem que a organização possui recursos inerentes a seus objetivos, superam as mudanças na liderança, resistem às tempestades organizacionais e, finalmente, prosperaram.

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