O Capability Maturity Model, CMM, na melhoria de processos

Você já parou para refletir sobre o nível de maturidade dos processos e da gestão de/por processos na sua empresa?

Vamos auxiliá-lo a diagnosticar o grau de maturidade dos processos a partir do chamado CMM.

O modelo CMM, Capability Maturity Model, foi desenvolvido pelo Software Engineering Institute da Universidade Carnegie Mellon (CMU), em Pittsburgh, EUA, por um grupo de especialistas em software. A primeira versão do Modelo foi lançada em meados de 1991. Surgiu da necessidade de contemplar uma demanda do governo norte-americano de desenvolvimento de uma metodologia para avaliar a capacitação de seus fornecedores de software.

A adoção do CMM, inicialmente restrita a processos de desenvolvimento de software, possibilitou posteriormente a agregação de valor para os demais processos em diversas empresas com redução de custos e aumento da produtividade em um cenário de competição.

Para entender o conceito trazido pelo CMM, da maturidade na gestão de processos, é preciso entender dois conceitos fundamentais que são usados para descrever uma organização madura em termos de processos: processo e gestão de/por processos.

Processo pode ser entendido como uma seqüência de atividades logicamente inter-relacionadas realizadas para alcançar um determinado objetivo. A Gestão de/por Processos refere-se ao alinhamento de processos com os objetivos estratégicos de uma organização, projetando e implementando arquiteturas de processos, estabelecendo métricas de processos que se alinham com os objetivos organizacionais e desenvolvendo gestores para que eles implantem gestão de processos. A diferença entre gestão “de” e “por” processos já discutimos anteriormente em um DG postado em 2016.

É importante ressaltar que para que um processo seja institucionalizado é imprescindível o comprometimento de todos os envolvidos e a implementação de uma infraestrutura que comporte a execução efetiva de todos os processos como foram desenhados. Um processo institucionalizado se torna independente das pessoas e permanece mesmo depois que as pessoas que originariamente o estabeleceram tenham se afastado da empresa e/ou atividade.

Considerando que a melhoria contínua do processo se baseia mais em evolução constante do que em inovações revolucionárias, o CMM estabelece estes passos por intermédio de cinco níveis de maturidade, que formam bases hierárquicas para a melhoria contínua do processo. Esses níveis de maturidade definem uma escala para avaliar o grau de maturidade do processo em uma organização e para estimar a capacidade do processo. Definir um nível de maturidade significa estabelecer diferentes componentes do processo, que resultam num crescimento da capacidade dos processos da organização entregarem o que dele se espera.

A Figura 1 ilustra os níveis dos processos

O CMM identifica os níveis através dos quais uma organização deve evoluir para alcançar uma cultura de excelência na engenharia de processos. Como cada nível de maturidade do CMM forma a base necessária sobre a qual o próximo nível será construído, normalmente tentar pular níveis é improdutivo, porque não haverá estabilidade na melhoria do processo, justamente pela falta da base que a sustentaria. Ou seja, cada marco alcançado deve ser consolidado antes de avançar ao seguinte.

Através de todos os cinco níveis, a capacidade do processo interage com pessoas e tecnologias, conforme a organização vai amadurecendo a gestão de/por processos.

No Nível 1 os processos são caracterizados como ad hoc e geralmente são instáveis. Ad hoc significa “para esta finalidade”, “para isso” ou “para este efeito”. É uma expressão latina, geralmente usada para informar que determinado acontecimento tem caráter temporário e que se destina para aquele fim específico. Por esse motivo nos referimos a processos instáveis como ad hoc.

No Nível 2 os processos básicos de gerenciamento de projetos têm parâmetros estabelecidos em variáveis como custo, cronograma e funcionalidade. processos? A empresa já identifica os processos de negócio/macroprocessos, processos, subprocessos.

No Nível 3 os processos começam a ser documentados, por intermédio de diagramas interfuncionais, padronizados e integrados, tanto em relação a engenharia e ao gerenciamento, a um processo padrão/referência da empresa. Neste nível a empresa já começa a aprimorar os processos essenciais.

No Nível 4 medidas sobre a performance e qualidade do produto/serviço são coletadas. Os recursos ao longo dos processos essenciais são identificados e alocados e atribui-se a responsabilidade a um process owner, líder do processo.

No Nível 5 a empresa atinge seu mais elevado nível de maturidade do ponto de vista de processos. A empresa foi desenhada pela lógica dos processos essenciais. A premissa da melhoria contínua e o monitoramento por intermédio de indicadores para realimentar a melhoria já estão amplamente disseminados na organização.

Portanto o CMM é uma metodologia útil para auxiliar no gerenciamento de processos de uma organização. Sua adoção é indicada para organizações que buscam a redução de custos e o aumento da produtividade.

Até a próxima semana!

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