Estratégia de produção, objetivos de desempenho operacional e áreas de decisão

O estudo da estratégia de produção se inicia, do ponto de vista do seu conteúdo, com o trabalho pioneiro de Skinner quando identifica a produção como uma importante fonte de vantagem competitiva.

Conceitualmente a estratégia de produção se refere ao estabelecimento de políticas e planos que possibilitem a utilização, de forma eficiente, dos recursos de maneira a assegurar o alcance dos objetivos da empresa. Numa abordagem baseada no mercado para a estratégia de operações, uma empresa decide contemplando os mercados e os clientes que ela pretende atingir e conquistar.

A estratégia da produção pode ser ainda explicada como dizendo respeito ao estabelecimento de políticas e planos amplos para utilizar os recursos de uma empresa, visando uma melhor sustentação de sua estratégia competitiva no longo prazo. As estratégias de produção são desenvolvidas levando em conta os chamados critérios competitivos que possibilitam uma melhor análise acerca do posicionamento dos produtos e bens.

Estratégia de produção pode ser analisada de diversas formas, segundo Skinner, a respeito da importância da produção para a estratégia da empresa. As tarefas da manufatura, ou as prioridades estratégicas, como preferem alguns autores, foram primeiramente identificadas por Skinner como sendo: produtividade, serviço, qualidade e retorno sobre o investimento. De acordo com Garvin a maioria das publicações está focada em quatro principais prioridades competitivas: custo, qualidade, entrega e flexibilidade. A essas quatro prioridades competitivas, o autor agrega mais uma que denomina de serviços.

O objetivo da estratégia de produção é prover um padrão de decisões consistentes no que se refere ao processo produtivo disponibilizando para a empresa uma orientação em relação a melhor forma de utilizar os recursos de maneira a suportar uma vantagem competitiva.

Complementarmente Slack et al., (2010) identificam cinco objetivos de desempenho operacional que fazem parte de todos os tipos de operação que são: qualidade, flexibilidade, velocidade, confiabilidade e custo ilustrados na Figura 1.

O objetivo de desempenho operacional qualidade se refere a executar ações de maneira correta. Ou seja fabricar produtos ou prestar serviços isentos de falhas visando à satisfação dos clientes.

A flexibilidade envolve desenvolver e lançar novos produtos e serviços com frequência. Modificar a programação de produção diante de situações inesperadas não permitindo queda na qualidade dos produtos/serviços.

O objetivo velocidade implica em executar atividades da forma mais rápida possível, reduzindo o lead time, período entre o início e o término de uma atividade.

A confiabilidade significa assegurar os compromissos assumidos com os clientes no prazo correto. Atender adequadamente as solicitações dos compradores.

Finalmente o objetivo de desempenho custo é alcançar os objetivos previamente traçados com o menor custo possível, maximizando a receita da organização.

As áreas da decisão permitem o levantamento do que a empresa necessita em termos de  estrutura e infraestrutura, para conseguir atender os objetivos de desempenho definidos pela empresa.

De acordo com Hayes et Wheelwrigh (1988) as áreas de decisão podem ser classificadas em duas categorias conforme sua natureza: estruturais e infraestruturais.

As decisões de natureza estruturais são aquelas cujos impactos se dão no longo prazo, são difíceis de serem revertidas ou modificadas e exigem significativos aportes de capital. Nesse primeiro grupo classificam-se as decisões relativas à capacidade, instalações, tecnologia e integração vertical.

Já as áreas de decisão de natureza infraestruturais se relacionam a aspectos de natureza mais operacionais do negócio. Os resultados obtidos a partir das decisões tomadas neste âmbito são de curto, médio e longo prazo, mas os investimentos de capital em geral são menores do que as necessárias nas áreas estruturais e a reversão de decisões é mais fácil, embora resulte em perdas para a empresa. As áreas de decisão de natureza infraestrutural são: recursos humanos, qualidade, planejamento e controle da produção/materiais, novos produtos, medidas de desempenho e organização.

 

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