Matriz de ambição de inovação: gerenciando o portfólio de inovação

A Matriz de Ambição de Inovação, apresentada na Harvard Business Review no artigo Managing Your Innovation Portfolio escrito por Bansi Nagji e Geoff Tuff, publicado em maio de 2012 é um modelo consagrado que auxilia as empresas a gerenciar o seu portfólio de inovação, avaliando e decidindo como financiar diferentes iniciativas de desenvolvimento e crescimento.

A Matriz de Ambição de Inovação é, portanto, uma ferramenta que auxilia as empresas a identificar alternativas para executar sua estratégia em torno de onde apostar e como ganhar.

A Matriz identifica três níveis de inovação que vão do incremental, core, até o disruptivo, transformacional, passando pela expansão nas adjacências conforme ilustrado na Figura 1.

No primeiro nível “core” no canto inferior esquerdo da matriz estão as principais iniciativas de inovação que são os esforços para realizar mudanças incrementais em produtos/serviços existentes.

No segundo nível, no centro da matriz, estão as iniciativas um pouco mais ousadas. São as ideias que os autores identificam como “iniciativas adjacentes”. É aqui que uma empresa entra em um novo mercado com as atividades que já realiza de forma adequada. Pense em modificar um produto existente e vendê-lo para um novo segmento de clientes. Isso amplia os recursos e habilidades atuais das empresas para atender os clientes de uma maneira totalmente diferente.

No terceiro nível mais à esquerda estão as “iniciativas transformadoras”, os verdadeiros divisores de águas. É aqui que uma empresa procura um mercado totalmente novo para atender às novas necessidades dos clientes. Para que essas ideias floresçam, as empresas precisam estar dispostas a investir no desenvolvimento de novos ativos e novos mercados. Se feita de forma adequada essa iniciativa pode agregar um negócio totalmente novo. Você pode pensar a título de ilustração na computação em nuvem da Amazon.

Para o equilíbrio entre as iniciativas de inovação, os autores recomendam a regra 70-20-10. Pesquisa (HBR, maio de 2012) evidenciou que empresas que alocam 70% de suas atividades no core, 20% no adjacente e 10% no transformacional tem um desempenho competitivo melhor se comparadas a seus concorrentes.

A utilização da Matriz ajuda as empresas a compreender a importância do alinhamento dos esforços de inovação, em vez de apenas olhar para cada projeto de forma isolada. Muitas vezes, é a primeira oportunidade para que uma equipe de liderança visualizar as ambições reais de seu portfólio de projetos e comparar isso com o que sua estratégia espera alcançar.

Segundo ainda os autores para muitas empresas a inovação continuará sendo um conjunto de atividades intensas porém descoordenadas. Para muitos executivos continuará sendo uma fonte de frustração. Já para os executivos mais visionários representa o desafio mais estimulante e importante. Ao descobrir como gerenciar a carteira de inovação como um sistema integrado dentro das metas do portfólio, eles podem aproveitar sua energia tornando-a um propulsor confiável de desenvolvimento e crescimento no longo prazo.

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